terça-feira, 26 de maio de 2015

Carta aos jovens

Foi dito a vocês: “Satisfaçam seus instintos e vocês serão felizes!”
Mas, a Palavra de Deus diz: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5.8). “Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13.4).

Foi dito a vocês: “Ouçam música em alto volume e vocês se sentirão bem!”
Mas, a Palavra de Deus diz: “Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força...” (Isaías 30.15). “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração...” (Colossenses 3.15). “instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Colossenses 3.16).

Foi dito a vocês: “Desliguem seu raciocínio, relaxem e não sejam críticos! Pensem positivamente e expandam sua consciência através da meditação, das drogas e de técnicas psíquicas”.
Mas, a Palavra de Deus diz: “sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (1 Pedro 4.7). “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé...” (1 Pedro 5.8-9). "Examinem tudo. Retenham o que é bom" (I Tessalonicenses 5.21).

Foi dito a vocês: “Pratiquem o ocultismo – magia, bruxaria – e vocês obterão conhecimentos sobrenaturais e poderes especiais”.
Mas, a Palavra de Deus diz: “Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor” (Deuteronômio 18.10-12). “Fora (da cidade celestial) ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Apocalipse 22.15). Seu lugar “será no lago que arde com fogo e enxofre” (Apocalipse 21.8). “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5.8)

Foi dito a vocês: “Procurem quem faz grandes sinais e prodígios, quem tem grandiosas visões e revelações, para que vocês tenham experiências especiais”.
Mas, a Palavra de Deus diz: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 João 4.1). “...porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mateus 24.24).

Foi dito a vocês: “Unam-se, pois todas as religiões adoram o mesmo Deus”.
Mas, a Palavra de Deus diz: “Eu sou o Senhor, teu Deus... Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.2-3, o Primeiro Mandamento). “Não aprendais o caminho dos gentios... Porque os costumes dos povos são vaidade” (Jeremias 10.2-3). “Os ídolos são como um espantalho em pepinal...” (Jeremias 10.5).
Jesus Cristo, o Filho de Deus, diz: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).

Foi dito a vocês: “Todo ser humano é filho de Deus, pois em cada um habita o espírito divino”.
Mas, a Palavra de Deus diz: “Mas, a todos quantos o receberam (a Jesus Cristo), deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais... nasceram... de Deus” (João 1.12-13). “e, tendo (Cristo) sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hebreus 5.9).

Foi dito a vocês: “Não falem de pecado, apenas de falhas, deslizes, lapsos! O bem e o mal têm a mesma origem”.
Mas, a Palavra de Deus diz: “o pecado é o opróbrio dos povos” (Provérbios 14.34). “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Isaías 5.20). “Eu sou o Senhor, teu Deus... Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.2-3)

Foi dito a vocês: “Ouçam o seu interior. Se meditarem bastante, encontrarão a verdade dentro de si mesmos”.
Mas, a Palavra de Deus diz: “do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem” (Mateus 15.19-20). “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum...” (Romanos 7.18).

Foi dito a vocês: “Aceitem as crenças e o modo de ser de todos. Sejam tolerantes com as diferentes culturas e estilos de vida”.
Mas, a Palavra de Deus diz: “Exortamo-vos... a que admoesteis os insubmissos” (1 Ts 5.14). “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Coríntios 6.9-11).

Por isso:
• Resistam aos maus exemplos em revistas, no rádio, na TV e na internet, que falam de “amor” mas praticam imoralidades e querem arrastá-los para a destruição.
• Mantenham-se firmes tendo por modelo ao Filho de Deus, Jesus Cristo, que é puro e santo. Ele mostrou, através da Sua vida e do Seu ensino, como age o verdadeiro amor!

• Resistam à mistura religiosa antibíblica e ao ecumenismo.
• Mantenham-se firmes nas quatro exclusividades das Sagradas Escrituras: somente a Bíblia, somente Cristo, somente pela graça, somente pela fé.

• Resistam à busca antibíblica por sinais e milagres. (Os que não procedem de Deus)
• Mantenham-se firmes no maior milagre: as chagas de Jesus Cristo, que entregou na cruz Sua vida pela nossa redenção e ressuscitou milagrosamente dentre os mortos ao terceiro dia.

• Resistam ao domínio de uma cultura de “entretenimento” – que, infelizmente, se espalha cada vez mais no meio cristão. Essa tendência transforma até a cruz de Cristo em objeto de distração e blasfema contra a santidade de Deus.
• Mantenham-se firmes no Deus triuno, que é ao mesmo tempo santo e justo, amoroso e misericordioso.

• Resistam à confusão mística e às afirmações de que em todos habita uma “centelha divina”.
• Mantenham-se firmes na consciência da completa corrupção e perdição do coração humano, que depende da redenção exclusivamente pela graça.

• Resistam à “cultura musical” que imagina poder atrair pessoas à fé cristã através de elementos pagãos (por exemplo, ritmos alucinantes e que levam ao êxtase, repetições de palavras como mantras ou melodias extremamente lentas que estimulam o transe).
• Mantenham-se firmes ouvindo hinos espirituais agradáveis, procedentes de corações tranqüilos e brandos.

• Resistam às tendências desta época, atrás das quais se esconde o espírito do inimigo.
• Mantenham-se firmes no Espírito de Deus que os separará deste mundo passageiro e os guiará a toda verdade.
“Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade” (Salmo 145.18).

Extraído de: (Dr. Lothar Gassmann - http://www.chamada.com.br)

Repassem para os jovens de nossa geração.

Quem dizeis que eu sou?

"E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. Então mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era Jesus o Cristo." (Mateus 16:13-20).

Após curas vários enfermos (Mt 15.30) e realizar o grande milagre da multiplicação dos pães e peixes (Mt 15.36-37), nos depararmos com a preocupação do mestre Jesus em saber se aquela multidão que o seguia realmente o conhecia ou se eram apenas fanáticos atrás de um curandeiro ou padroeiro que resolvesse seus males. Obviamente ele se decepciona com as respostas do povo. Ainda que o reconhecesse com um grande homem de Deus como os profetas João Batista, Elias ou Jeremias. Mas Jesus era muito mais. Ele não era simplesmente um homem que recebia mensagens divinas. Ele é a própria revelação de Deus. "O resplendor da sua glória (de Deus), e a expressa imagem da sua pessoa (de Deus)" (Hb 1.3).

Na verdade, Ele queria mesmo era saber se os seus seguidores estavam certos disso. Poderia ser que Judas o Zelote, por exemplo, esperasse que Jesus fosse um grande revolucionário que lideraria um golpe de estado contra o império romano; Mateus, o cobrador de impostos, sendo um "funcionário público", poderia estar anelando por um Jesus estadista, que fosse um exímio governante; os demais sendo simples pescadores, poderiam estar pensando em Jesus meramente com aquele que ficaria suprindo suas necessidades cotidianas e, sendo Judeus, oprimidos à época pelos romanos, vendo em Jesus como a única possibilidade de um novo rei libertador de israel.

Não seria essa a preocupação de nosso Senhor quando falou à mulher samaritana que eles adoravam o que não conheciam (Jo 4.22)?
Por isso Jesus foi e continua sendo enfático: E vós, quem dizeis que eu sou?

Por Ronaldo Lucena
Pastor
ronaldolucena@hotmail.com

quarta-feira, 25 de março de 2015

Hipocrisia babilônica

Na aula de hoje vamos falar um pouco sobre a HIPOCRISIA BABILÔNICA.

Aos queridos evangélicos hipócritas - desinformados - alienados,

1) Como somos HIPÓCRITAS, pois, um monte de "crente" (que assiste todas a novelas), agora estão "revoltados" com uma cujo o título é BABILÔNIA. Como se todas as outras novelas não induzisse aos telespectadores aos mais baixos padrões de moralidade e ideologias anticristãs; Vamos nos revoltar com o mesmo ímpeto contra a fornicação, adultério, fofoca, glutonaria, dissenções, heresias, etc? ("Amém ou não amém, igreja?"). Enquanto muitos estão perdendo o tempo focados numa novela, há uma verdadeira babilônia dominando mentes e corações que acreditam estar indo para mais perto de Deus, porém, estão apenas subindo as escadas da Torre de Babel.

2) Como somos DESINFORMADOS, pois, a NATURA foi demonizada por ser patrocinadora oficial do diabo. Puro sensacionalismo do deputado Marco Feliciano, que está de chamego com a Jequiti. E os patrocinadores do Big Brother: FIAT (Vai ter que doar seu carro para o vizinho descrente), Bombril (Assolam é que vai lucrar), Guaraná Antarctica (Agora só a garapa do Kuat), Unilever (OMO, detergente, absorvente...pena das donas de casa), Itaipava ("cerveja não pastor, a gente não bebe. Mas, agora tem alinha 0% álcool. Vai passar até na Lei Seca"), BR Foods (Sadia, perdigão, Batavo, Elegê. (Êita que agora todo o mundo vai entrar numa dieta), Crefisa ("aí, irmão, vai para o inferno porque pegou empréstimo consignado"), Garnier (As irmãs deixarão de usar só porque a Ivete Sangalo também usa?) e Kopenhagen (Chocolates Brasil Cacau - "Olha a Páscoa chegando!")? E por que não estamos escandalizados com os cantores e grupos gospel com o selo Som Livre? E o comércio evangélico apresentado na Feira Internacional Cristã (FIC), agora controlada pelas organizações GLOBO? E a RECORD, uma emissora Cristã? Onde? Quando?

3) Como somos ALIENADOS, pois, "nossa" bancada evangélica emitiu uma nota de repúdio. "Oh, somos os guardiões dos bons costumes". Que inexpressividade política! Quero representantes para revolucionam nossa nação, não para agradar um gueto; preocupados com o bem estar social de um povo sofrido, não para ficar puxando o saco de currais eleitorais, para garantirem a reeleição e a reprodução do domínio de poder.

"O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento" (Os 4.6)

Somente não me envergonho de uma coisa, do Evangelho de Cristo, pois é "o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1.16). De todo, até dos evangélicos, se saírem da babilônia.

Sugiro a leitura do Pastor Geremias do Couto: http://geremiasdocouto.blogspot.com.br/2015/03/retrato-em-preto-e-branco-da-babilonia.html#links

Ronaldo Lucena

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

E o espírito natalino?

Melodias. Ceias. Presentes. Decorações. Quantos símbolos e significados! Quantas expectativas envolve o natal! Para alguns apenas um feriado introdutório às festas de final de ano formando um medley: "boas festas". Para outros, um momento especial, familiar, mas sem um sentido religioso. Apenas um evento social. Mas, há ainda um remanescente que busca o sentido do natal. Que tentam fazer um paralelo desta tradição com a narrativa bíblica registrada nos evangelhos de Mateus e Lucas.
Pode até ser que em algum momento da história o 25 de dezembro nos remetesse ao dom inefável de Deus para com os homens: Jesus. No entanto, o que a nossa geração presencia é uma miscelânea de significados e sentidos. O mais destacado é o mero comercialismo, necessário para o aquecimento econômico. Porém, inevitavelmente, promotor de uma exclusão social cada vez mais crescente no mundo. Enquanto o natal já levou boa parte de nosso 13º, muitos nem tem esse "privilégio", pois, nem uma renda digna possuem para o básico de subsistência. Quem gosta desse natal são os detentores dos meios de capital. Que vão lucrar, lucrar e lucrar. Dividir? Deixa isso pro bom velhinho! E já que lembramos dele, qual o seu significado? Um homem bom que distribuía presentes às crianças carentes? Talvez. Nesta época ele está em toda esquina com sua sacola. E apesar de sua fantasia destacada está cada vez mais destoado, tanto do interesse capitalista, quanto do religioso. Religioso? Será que o Natal ainda tem esse sentido? Parece até que foi a intensão inicial desde o estabelecimento da festividade, fruto do sincretismo oriundo do casamento da Igreja com o estado romano (séc III), da inclusão da figura de São Nicolau (séc. IV) até da lenda de que Martinho Lutero (séc. XVI) acrescentara as árvores, as bolas e as estrelas. Alguém entendeu alguma coisa?
Os evangélicos tentam dar um sentido para esse Natal. Apesar dos ensinos de nosso mestre Jesus contrariarem os princípios do esbanjamento, do consumismo, da glutonaria, existe teologia para adaptar tudo o que vem de fora, o tempo vai passando e as coisas vão ficando convenientes.
O estranho é que não vejo ninguém comprando roupa nova, nem pintando sua casa ou festejando com a mesma avidez a páscoa, por exemplo, que seria a referência à morte e ressurreição de Jesus (este sim o tema central dos evangelhos). Ainda que também a celebração pascoal esteja entranhada de deturpações. Somos tão contraditórios, que rejeitamos a Páscoa por ser uma festa da antiga aliança, mas assimilamos um natal embrenhado de paganismo e secularismo.
De qualquer forma, independente do dia, da tradição ou dos símbolos, estejamos certos de que "Deus amou mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crer não seja condenado, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Seu nome é Jesus, o salvador do mundo.

sábado, 1 de novembro de 2014

Pano novo em roupa velha

"Ninguém prega retalho de pano novo em roupa velha; do contrário, o remendo arranca novo pedaço da veste usada e torna-se pior o rasgão." (Mc 2.21)

Refletindo sobre o significado da palavra reforma, deparei-me com um certo paradoxo. Por um lado o termo nos anima quando traz o sentido de dar uma nova forma; mudança para melhor; nova organização; restauração. Porém, é frustrante por também poder significar apenas uma reparação; conserto; correção, emenda, revisão. Sabe aquele carro velho ou aquela casa caindo aos pedaços? O que você faz? Chama um restaurador, um profissional que irá reformar aquele bem. Continuará o mesmo carro, a mesma casa, mas, com cara de novo.

Muito se fala sobre a necessidade de uma reforma na igreja evangélica brasileira. Será que apenas uma reforma bastaria? Vejamos: Vitaliciedade presidencial; nepotismo; personalismo; institucionalismo exacerbado; celebrações judaizantes; transferência de geração; teologia da prosperidade; politicagem; patrimonialismo; culto aos templos; triunfalismo; legalismo; misticismo; pregações pragmáticas; exaltação dos teólogos reformadores e dos sínodos, etc. Se a Reforma Protestante (Séc. XV), sendo da magnitude que foi, não restaurou a Igreja Católica Apostólica Romana que continua deformada, caracterizada por sua administração pontifícia, impregnada com sua idolatria e transigente com a cultura pagã (Natal, Pascoa, Dias de santos, etc), que movimento poderia restaurar a igreja evangélica que traz em seu bojo mazelas religiosas mutantes que mesclam judaísmo, catolicismo, misticismo e protestantismo?

Reconheço que estou sendo simplista, mas, não me acuse de simplório. Não estou argumentando o legado, muito menos pretendo analisar os efeitos da Reforma Protestante. Estou apenas pensando morfologicamente no verbo "reformar", não no sentido corriqueiro, de uma reparação ou emenda, porém, do que precisamos de fato, que é de algo novo, realmente restaurado, como projetado pelo dono da Igreja (Mt 16.18).

Quando o fundador, e ao mesmo tempo fundamento da Igreja, Jesus Cristo, falou sobre a tragédia do remendo mal feito (que pretensiosamente propõe algo novo, no entanto, nos moldes antigos) precisamos entender que, assim como o cristianismo não seria uma reforma, restauração, emenda ou reparação do judaísmo, é inútil, ou no mínimo será desastroso, qualquer proposta de uma superficial reparação de nosso modus vivendi eclesiástico. Seriamos capazes de romper nosso status quo? Abrir mão do politicamente correto? Desproteger o mero tradicionalismo religioso?

Eu quero lutar por uma igreja que viva mais do Reino de Deus. Menos impérios pessoais (Mt 6.10); Mais virtude do Espírito. Menos autoconfiança humana (At 1.8); Mais de Cristo. Menos dos mediadores (At 4.12). Mais do Espírito Santo. Menos do vasos (At 3.12); Mais da Bíblia. Menos de vãs filosofias (At 8.5;I Co 2.4,5); Mais da Graça. Menos legalismo religioso (At 15); Mais igrejas. Menos sistemas religiosos (At 6.7); Mais esmola. Menos Corbã (Mc 7.11); Mais Culto. Menos show (At 16); Mais adoração. Menos cantarolice (At 16); Mais obras. Menos palavras (At 10.38); Mais vocação. Menos indicação. (At 13.1,2); Mais fé em Deus. Menos fé na fé. (At 19.13); Mais liberdade. Menos libertinagem (Gl 5.13); Mais cooperação. Menos competição (I Co 3.19); Mais arrependimento. Menos remorso (Mt 3.8); Mais generosidade. Menos egocentrismo (At 4.32); Mais serviço. Menos cargos (At 6); Mais de Deus. Menos personalismo (At 17).

Restaura-nos Senhor!

Em Cristo,

Ronaldo de Lucena Siqueira.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Mais do Reino. Menos impérios.

“Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar... falando do que respeita ao Reino de Deus” (At 1.1,3)

Possivelmente uma das grandes decepções do povo judeu quanto a vinda de Jesus como o Cristo, o Messias, foi o fato dele não estabelecer um reino terreno que confrontasse o império romano e consequentemente libertasse Israel do jugo de César. A profecia era clara: o Messias herdaria “o trono de Davi, seu pai” (Lc 1.32). E a ideia que estava na moda a respeito de um Messias era de um libertador político, um revolucionário social. O povo esperava um Messias que tomasse a profecia de Salmos 2.8 e colocasse como slogan em seu estandarte: “Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão”. (E, diga-se de passagem, profecia esta estritamente relacionada ao Messias, e não aos seus seguidores como vemos em alguns movimentos ditos proféticos). E este conceito transcendia o âmbito geográfico e religioso de Israel, adentrando nos palácios e perturbando reis como Herodes ao saber que magos vieram do Oriente em busca do recém-nascido rei dos judeus (Mt 2.2). E mesmo passado 33 anos ainda incomodava aos imperialistas, ao ponto de Cristo ser interrogado pessoalmente pelo governador Pôncio Pilatos: “Tu és o rei dos judeus?” (Jo 18.33). E como alguém convicto de possuir algo superior respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo” (João 18:36a).

Numa das tentações de Jesus, o diabo investiu astutamente para ver até que ponto Cristo resistiria “possuir os reinos do mundo e a glória deles” (Mt 4.8-10). Isso seria um excelente capital inicial para qualquer um iniciar de seu próprio negócio. Alguns “cristãos” possivelmente não negariam a proposta, uma vez que tudo isso poderia ser “consagrado a Deus”. Porém, Cristo triunfa sobre a tentação demonstrando sua total despretensão em estabelecer um império corruptível. No decorrer de seu ministério, as multidões tentaram aclamá-lo rei (Jo 6.12), celebraram sua entrada triunfal em Jerusalém (Mt 21.8-11), no entanto, o Messias está determinado a cumprir sua missão e voltar para o verdadeiro Reino (Jo 17.5,16). E para ninguém acusá-lo de um falso moralismo que renegasse apenas o poder secular, nem mesmo posições “eclesiásticas”, como ser membro do Sinédrio, por exemplo, interessava a Cristo. E ele jamais ordenou aos seus discípulos a criação de impérios religiosos. Seu compromisso era com o Reino. Ele não só fez, como também ensinou, falando do que respeita ao Reino de Deus” (At 1.1,3).

E agora, mesmo após três anos de intenso convívio com o Mestre, mais 40 dias de pós-ressurreição, vemos os discípulos olhando o Rei ascendendo aos céus, porém, ainda idealizando um império palpável, terreno, passageiro, quando perguntam: "Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?" (Atos 1:6). E eu me pergunto qual parte da mensagem de Jesus eles não compreenderam? O Reino de Deus não é utopia, é real. Porém, não é terreno, é celestial. Não tem sede, nem filiais, nem cor, classe ou gênero. “O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.” (Lucas 17:20-21).

Impérios visam números estatísticos. O Reino visa a salvação de almas; Impérios produzem membros. O Reino gera filhos de Deus; Impérios propagam apenas sua imagem institucional. O Reino propaga o céu; Impérios exaltam seus líderes. O Reino exalta a Cristo. Impérios buscam seu aumento patrimonial. O Reino o crescimento espiritual; Impérios investem em estruturas que aprisionam as pessoas a um sistema. O Reino investe nas pessoas visando seu desenvolvimento e tornando-as livres; Impérios estabelecem a concorrência. O Reino promove a cooperação; Impérios são apenas para um grupo. O Reino é para todo o crê; Impérios facilmente se corrompem tornando-se negócios dos mais achegados. O Reino tem lugar de honra para todos os servos; Impérios têm súditos. O Reino têm irmãos; Impérios têm data de fundação. O Reino é eterno; Impérios estabelecem uma diretoria. O Reino tem apenas um cabeça, um Rei, Jesus.


Em Cristo,
Ronaldo de Lucena Siqueira.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Há outros caminhos até Deus?

A grande maioria dos pastores evangélicos não aceitam que a vida eterna pode ser obtida através de outras religiões que não o cristianismo, comprova uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas LifeWay. O levantamento entrevistou centenas de pastores, perguntando “Se uma pessoa está sinceramente buscando a Deus, pode obter a vida eterna através de outras religiões que não o cristianismo?”. 

Um total de 77% dos pastores entrevistados discorda totalmente, enquanto 7% discordam em parte e outros 7% concordam em parte. Apenas 5% concordaram com essa possibilidade, enquanto 3% não tem certeza.“A exclusividade do evangelho cristão não é algo popular no contexto do pluralismo atual”, disse Ed Stetzer, presidente da LifeWay. “Mas a maioria dos pastores ainda pregam que o cristianismo é o único caminho e rejeitam a idéia de que outras religiões levam ao céu.” Mas a crenças dos pastores em relação à exclusividade do cristianismo é diferente da maioria dos membros de suas igrejas, segundo comprova um novo estudo realizado por Eric Geiger, Michael Kelly e Philip Nation, que fizeram o levantamento para seu próximo livro “Discipulado Transformador”. Quando apresentados à mesma declaração, apenas 48% dos adultos que frequentam uma igreja evangélica seguidamente “discordam fortemente”, enquanto 9% discordam “em parte”. Um total de 26% concordam, incluindo 13% que “concordam fortemente” e 13% que concordam “em parte”. A pesquisa mostrou ainda que 16% não souberam responder. (Fonte: Charisma News/GospelPrime. http://www.creio.com.br/2008/noticias01.asp?resp=Indicação%20efetuada%20com%20sucesso).

Dessa pesquisa, concluo que:
a) Os “77% de pastores e os 48% dos adultos que discordam totalmente”, estão firmes nas palavras do próprio Jesus (Jo 14.6), de Pedro (At 4.12) e de Paulo (I Tm 2.5);

b) Os “7% e 9% que discordam em parte” e outros “7% que concordam em parte”, são os “mornos” como a igreja de Laodicéia (Ap 3.16);

c) Os “5% e 26% que concordaram” com essa possibilidade, são os lobos, disfarçados de pastores (At 20.29,30), tentando lançar outro fundamento da fé (I Co 3.11), tentando nos desarraigar de Cristo (Cl 2.6,7), com suas filosofias e vãs sutilezas (Cl 2.8); e

d) Os “3% que não tem certeza e os 16% que nem souberam responder”, não devem nem saber se são salvos ou porque são membros de uma igreja cristã (At 19.32).

Ronaldo de Lucena Siqueira